sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Filha de Ottomar se filia ao PP, em oposição ao governo

A médica Marisa Pinto, filha do falecido governador Ottomar Pinto, assinou, no final da tarde de ontem, a ficha de filiação ao Partido Progressista (PP), que é da base de oposição ao atual governo estadual. O ato, além de gerar especulações em todo o meio político, uma vez que o governador Anchieta Júnior (PSDB) era o vice de Ottomar, sinaliza o início de movimentações mais concretas em torno da formação do palanque eleitoral com vistas ao pleito de 2010.
O PP é comandado, em Roraima, pelo deputado federal Neudo Campos, pré-candidato declarado ao governo estadual, o que gerou mais boatos acerca da decisão de Marisa Pinto. Ela chegou à cerimônia de filiação, na sede do partido, no bairro Aeroporto, acompanhada do vereador Paulo Linhares, presidente de honra da Juventude Progressista, e do esposo, o médico Fabian Muñoz, que também se filou à sigla.
A médica fez um discurso emocionado, quando lembrou dos projetos do pai, e alegou razões ideológicas e sentimentais para ter se filiado. “Existia no coração do meu pai um conjunto de valores como o amor e o cuidado ao próximo. A política, para ele, era apenas uma ferramenta para a promoção de transformações sociais, e eu não tenho visto isso na atual gestão”, comentou.
Ela declarou apoio incondicional ao grupo e deu como certa a candidatura de Neudo Campos ao governo em 2010. “Vejo o deputado como uma pessoa experiente e desejosa de um futuro mais promissor e o partido, como uma possibilidade de um caminho diferente. Vislumbro a possibilidade de um futuro mais promissor para o Estado”, frisou.
Marisa disse ter conhecimento dos projetos do governador Ottomar e lamentou que alguns tenham sido ‘abandonados’. “Quero ter a oportunidade de executar esses projetos”, ressaltou.
O deputado Neudo Campos, presidente regional do PP, disse que a intenção do grupo é lançar a candidatura de Marisa Pinto à deputada federal, mas perguntado sobre a possibilidade de formar uma chapa majoritária com a médica, disse que também existe a possibilidade. “Estamos muito satisfeitos com a chegada de Marisa, e gostaríamos de contar com toda a família Pinto em nossas fileiras. Estamos com as portas abertas”, concluiu.
Fonte: Folha de Boa Vista

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Neudo Campos defende ingresso da Venezuela no Mercosul

O deputado federal Neudo Campos (PP-RR), tem mantido intensos contatos com integrantes do Congresso Nacional, com o objetivo de aprovar no Senado o ingresso da Venezuela no Mercosul – Mercado Comum do Sul. Ele tem detalhado as vantagens que a participação da Venezuela iria propiciar, discorrendo sobre a economia daquele país.
Na opinião do representante roraimense, desde que o Mercosul foi criado, em 26 de março de 1991, as negociações para que suas atividades comerciais sejam ampliadas “têm encontrado dificuldades devido a problemas de fundo ideológico, como se alguns pretendessem julgar o comportamento político adotado pelo governo do vizinho país”.
Citando Jean Monnet, um dos maiores idealizadores do MCE – Mercado Comum Europeu -, Neudo diz que as palavras utilizadas pelo francês devem ser aplicadas ao pé da letra com relação à formação do Mercosul: “Não estamos formando coalizão de Estados, estamos unindo pessoas”.
Esforço Conjunto
O congressista por Roraima, ao estabelecer comparações entre as economias da Argentina, Uruguai e Paraguai com a venezuelana, afirma não estar menosprezando qualquer uma das nações citadas, mas reforçando seus argumentos com respeito à indispensabilidade de admissão da Venezuela, “dada a sua indiscutível pujança”.
Neudo Campos cita até mesmo o regime ditatorial militar que dominou o Brasil por 21 anos (1964-85), para dizer que os fatos se alternam e que nada é definitivo, “pois as sociedades atravessam fases e períodos, ora de abertura ora de fechamento, mas isso não significa que exista algo de permanente ou imutável na natureza das coisas”.
Ele entende ser impossível tentar mudar correntes da organização sócio-política de outros países, “quando nós mesmos temos à frente trabalho interminável na discussão de nossos problemas e na procura de alternativas que se apresentem como as mais viáveis para o nosso próprio desenvolvimento”.
No seu entendimento, o que o Congresso Nacional deve fazer é estar imbuído do propósito de lutar sempre pelo melhor para a nossa sociedade, integrando economias e fortalecendo a região sulamericana num esforço de estabilização.
Fonte: Roraima em Foco