sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Filha de Ottomar se filia ao PP, em oposição ao governo

A médica Marisa Pinto, filha do falecido governador Ottomar Pinto, assinou, no final da tarde de ontem, a ficha de filiação ao Partido Progressista (PP), que é da base de oposição ao atual governo estadual. O ato, além de gerar especulações em todo o meio político, uma vez que o governador Anchieta Júnior (PSDB) era o vice de Ottomar, sinaliza o início de movimentações mais concretas em torno da formação do palanque eleitoral com vistas ao pleito de 2010.
O PP é comandado, em Roraima, pelo deputado federal Neudo Campos, pré-candidato declarado ao governo estadual, o que gerou mais boatos acerca da decisão de Marisa Pinto. Ela chegou à cerimônia de filiação, na sede do partido, no bairro Aeroporto, acompanhada do vereador Paulo Linhares, presidente de honra da Juventude Progressista, e do esposo, o médico Fabian Muñoz, que também se filou à sigla.
A médica fez um discurso emocionado, quando lembrou dos projetos do pai, e alegou razões ideológicas e sentimentais para ter se filiado. “Existia no coração do meu pai um conjunto de valores como o amor e o cuidado ao próximo. A política, para ele, era apenas uma ferramenta para a promoção de transformações sociais, e eu não tenho visto isso na atual gestão”, comentou.
Ela declarou apoio incondicional ao grupo e deu como certa a candidatura de Neudo Campos ao governo em 2010. “Vejo o deputado como uma pessoa experiente e desejosa de um futuro mais promissor e o partido, como uma possibilidade de um caminho diferente. Vislumbro a possibilidade de um futuro mais promissor para o Estado”, frisou.
Marisa disse ter conhecimento dos projetos do governador Ottomar e lamentou que alguns tenham sido ‘abandonados’. “Quero ter a oportunidade de executar esses projetos”, ressaltou.
O deputado Neudo Campos, presidente regional do PP, disse que a intenção do grupo é lançar a candidatura de Marisa Pinto à deputada federal, mas perguntado sobre a possibilidade de formar uma chapa majoritária com a médica, disse que também existe a possibilidade. “Estamos muito satisfeitos com a chegada de Marisa, e gostaríamos de contar com toda a família Pinto em nossas fileiras. Estamos com as portas abertas”, concluiu.
Fonte: Folha de Boa Vista

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Neudo Campos defende ingresso da Venezuela no Mercosul

O deputado federal Neudo Campos (PP-RR), tem mantido intensos contatos com integrantes do Congresso Nacional, com o objetivo de aprovar no Senado o ingresso da Venezuela no Mercosul – Mercado Comum do Sul. Ele tem detalhado as vantagens que a participação da Venezuela iria propiciar, discorrendo sobre a economia daquele país.
Na opinião do representante roraimense, desde que o Mercosul foi criado, em 26 de março de 1991, as negociações para que suas atividades comerciais sejam ampliadas “têm encontrado dificuldades devido a problemas de fundo ideológico, como se alguns pretendessem julgar o comportamento político adotado pelo governo do vizinho país”.
Citando Jean Monnet, um dos maiores idealizadores do MCE – Mercado Comum Europeu -, Neudo diz que as palavras utilizadas pelo francês devem ser aplicadas ao pé da letra com relação à formação do Mercosul: “Não estamos formando coalizão de Estados, estamos unindo pessoas”.
Esforço Conjunto
O congressista por Roraima, ao estabelecer comparações entre as economias da Argentina, Uruguai e Paraguai com a venezuelana, afirma não estar menosprezando qualquer uma das nações citadas, mas reforçando seus argumentos com respeito à indispensabilidade de admissão da Venezuela, “dada a sua indiscutível pujança”.
Neudo Campos cita até mesmo o regime ditatorial militar que dominou o Brasil por 21 anos (1964-85), para dizer que os fatos se alternam e que nada é definitivo, “pois as sociedades atravessam fases e períodos, ora de abertura ora de fechamento, mas isso não significa que exista algo de permanente ou imutável na natureza das coisas”.
Ele entende ser impossível tentar mudar correntes da organização sócio-política de outros países, “quando nós mesmos temos à frente trabalho interminável na discussão de nossos problemas e na procura de alternativas que se apresentem como as mais viáveis para o nosso próprio desenvolvimento”.
No seu entendimento, o que o Congresso Nacional deve fazer é estar imbuído do propósito de lutar sempre pelo melhor para a nossa sociedade, integrando economias e fortalecendo a região sulamericana num esforço de estabilização.
Fonte: Roraima em Foco

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Relatório que analisa efeitos da crise é aprovado na Câmara Federal

O relatório da Comissão Especial que analisa os efeitos da crise econômica mundial sobre o comércio brasileiro foi votado e aprovado ontem pela Câmara Federal. O trabalho teve como objetivo identificar saídas para que a crise no comércio seja amenizada.
O relator da Comissão, Neudo Campos (PP), apresentou o documento e afirmou que algumas dessas soluções estão em projetos de lei que tramitam na própria Câmara dos Deputados e no Senado. Entre eles, o parlamentar citou o PLC (Projeto de Lei Complementar), que aumenta o faturamento anual para uma empresa entrar nas regras do Supersimples dos atuais R$ 2,4 milhões para R$ 3 milhões anuais.
Neudo deu como exemplo também o projeto que dispõe sobre as alíquotas de exportação. De acordo com ele, essas alíquotas não recairiam mais sobre a receita total - exportação com receita doméstica, mas apenas sobre o valor exportado das empresas. “A redução das alíquotas nas exportações aumentará a receita das empresas exportadoras e estimulará o mercado exportador”, ressaltou.
Ele sugeriu ainda a criação de um banco especializado para a exportação e importação, a exemplo de vários países bem sucedidos em termos comerciais. “Com a complexidade comercial, provocada pela globalização, é fundamental que o País tenha um banco focado para a importação e exportação”, argumentou.
Outra questão levantada pelo parlamentar e que, segundo ele, deve ser revista trata da indústria dos cartões de crédito. “O que nós propomos é que existam condições para que outras instituições credenciadas possam atuar no âmbito dos cartões”, disse ele, reforçando que a atual oligarquia dos cartões deve ser extinta e que as máquinas se tornem universais, para que os lojistas possam operar com os cartões que lhes aprouverem. “Trazer outras instituições credenciadas para o mercado provocará uma queda dos juros, que estão abusivos”, salientou.
Conforme informações levantadas por Neudo, as instituições cobrem todos os seus custos apenas com os aluguéis das máquinas dos cartões. “Os lucros dessas operadoras chegam a 147%”. Ele sugeriu que o Banco Central autorize e fiscalize o funcionamento dessas instituições.
Neudo encaminhou todas as sugestões, que somaram 21, para o Poder Executivo e as cópias dos projetos, que de acordo com ele, serviriam como sugestão para melhoria da economia e do desenvolvimento econômico brasileiro, para a presidência da Câmara.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Descontigenciamento de recursos da Suframa prejudica Estados do Norte

O deputado federal Neudo Campos se reuniu ontem com outros parlamentares da região norte para discutir com o líder do Governo na Câmara, Henrique Fontana, o descontigenciamento dos recursos da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.
Segundo Neudo Campos os recursos contingenciados pelo Ministério do Planejamento e pelo Ministério da Fazenda estão na casa dos 780 milhões. Para ele o descontigenciamento causa sérios prejuízos aos Estados do Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e o Amapá, pois retarda os projetos de desenvolvimento desses estados.
Ele afirma que a Suframa está sem recursos até para as despesas administrativas. “Tem dinheiro, mas não está disponível”, informa.
O parlamentar defende que o descontigenciamento de uma parcela apenas dos recursos não é suficiente para que a Suframa tenha condições de responder as demandas desses Estados. Segundo ele não adianta tomar medidas emergenciais. “O planejamento dos recursos tem que ser prioridade, os projetos não podem ficar parados porque não houve repasse necessário dos recursos. Não está certo acontecer o que já aconteceu em 2007, em que foi liberado apenas parte dos recursos. É preciso que seja feito um cronograma de desembolso”, enfatizou.
O parlamentar afirma que existem Projetos da Suframa, sobretudo no interior do Estado de Roraima parados por falta de recursos. “É lamentável que a Área de Livre Comércio de Boa Vista esteja parada até hoje”.
O planejamento estratégico da Suframa vem sendo discutido desde a década de 90, período em que a instituição deixou de ser apenas controladora de entrada e saída de mercadorias, passando a ser modelo de desenvolvimento da Amazônia Ocidental.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Câmara amplia acesso ao Supremo

O Plenário aprovou ontem o Projeto de Lei 6543/06, que permite a qualquer pessoa lesada ou ameaçada de lesão por ato do Poder Público questionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele decida se houve o descumprimento de preceito fundamental da Constituição. A matéria deve ser votada ainda em um segundo turno.
O PL 6543/06, de autoria da Comissão Mista Especial da Reforma do Judiciário, procura reverter o veto a um texto de igual teor em 1999. A possibilidade de qualquer pessoa propor ação dessa natureza perante o STF foi vetada pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sob o argumento de que admitir o acesso irrestrito a esse tipo de petição provocaria o congestionamento do Supremo com ações “sem consistência jurídica”.
Segundo o projeto, que altera a Lei 9882/99, quem propuser uma petição com essa finalidade deverá observar os requisitos fixados no Regimento Interno do Supremo e a questão constitucional discutida deverá ser caracterizada como de
repercussão geral. Atualmente, somente as autoridades, entidades e órgãos competentes para propor uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) podem entrar com esse tipo de petição.
Procurador-geral
A emenda que será votada em segundo turno permite ao interessado pedir que o procurador geral da República apresente ao STF uma petição sobre o descumprimento de preceito fundamental. Nesse caso, o procurador geral decidirá se cabe o ingresso do caso no Supremo depois de examinar os fundamentos jurídicos do pedido. Desde a Constituição de 1988, a doutrina
jurídica não conseguiu conceituar o que são os preceitos fundamentais. De forma geral, considera-se que eles são ligados diretamente aos valores supremos do Estado e da sociedade, referindo-se às normas que servem de fundamento
básico para a preservação da ordem política e jurídica do Estado.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pesquisa sobre entrada da Venezuela no Mercosul indica empate técnico

Enquete que está sendo realizada pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública (Sepop) do Senado, em parceria com a Agência Senado, sobre a entrada da Venezuela no Mercosul, já recebeu 6.824 participações e, até o momento, indica que as opiniões sobre a questão estão divididas. Do total, 50,2% dos participantes são contra a adesão da Venezuela ao bloco, enquanto 49,75 % se declararam favoráveis ao pleito venezuelano. A Sepop ressalva que a enquete não pode ser usada como representação estatística da população brasileira porque não foram usadas técnicas de amostragem próprias de pesquisa de opinião com essa finalidade. Desde o início da pesquisa, no dia 1º de julho, houve equilíbrio entre número de votos favoráveis e desfavoráveis das pessoas que opinaram. A pesquisa prosseguirá até a próxima sexta-feira (31) e está disponível na página da Agência Senado e no endereço eletrônico da Sepop: http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/.
Protocolo
O protocolo de intenções para ingresso da Venezuela ao Mercosul já foi aprovado pelos parlamentos da Argentina e do Uruguai, faltando ainda a decisão do Paraguai e do Brasil. No Congresso brasileiro, o protocolo já foi aprovado na Câmara dos Deputados e tramita no Senado. O texto será votado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e, posteriormente, em Plenário. Com a finalidade de orientar o voto dos senadores, a CRE já realizou três audiências públicas em que especialistas, que opinaram sobre a adesão da Venezuela ao bloco. Também os debates mostram cisão em relação ao tema.
Para o ex-chanceler Celso Lafer, incorporar a Venezuela ao Mercosul como membro pleno é comprometer a identidade, a eficiência e o poder de atração do bloco como expressão de um regionalismo aberto. Ele sugeriu aguardar mais tempo para observar a postura política do presidente venezuelano Hugo Cháves.
Segundo a cientista política Maria Regina Soares de Lima, do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, a adesão da Venezuela ao Mercosul dará partida a um movimento de incorporação da sub-região andina que pode ser interessante para o bloco. Ela disse que uma recusa brasileira de aprovar o protocolo pode ser vista como um ato hostil à Venezuela, o que poderá atrapalhar o crescimento das exportações brasileiras para aquele país.
Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Venezuela continua luta por adesão plena ao Mercosul

A entrada plena da Venezuela ao Mercosul, aprovada há três anos, continuará à espera de melhores momentos políticos, pois sua ratificação está travada nos congressos de Brasil e Paraguai, em meio a críticas ao governo Hugo Chávez.
O líder venezuelano assistirá esta semana em Assunção a uma nova cúpula do bloco sem ter conseguido a ratificação parlamentar necessária de Brasil e Paraguai, mas mesmo assim contando com o respaldo total dos Governos dos dois países.
O Congresso paraguaio nem sequer debateu sua entrada, porque "não conta com os votos necessários", declarou à agência EFE o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Assuntos Internacionais do Senado, o governista Alberto Grillón.
O senador comentou que grande parte dos grupos parlamentares da Câmara Alta se opõe à entrada da Venezuela, e que a mesma situação acontece entre os deputados.
No Congresso paraguaio se repetem as críticas e acusações da oposição contra o "autoritarismo" do Governo Chávez.
O pedido de adesão da Venezuela ao Mercosul foi aprovado em meados de 2006 pelos Governos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com uma perspectiva de que iria se concretizar em um espaço de nove meses, mas até agora só foi ratificado pelos Parlamentos uruguaio e argentino.
Enquanto no Paraguai o tema não chegou a ser tratado, o trâmite caminhou lentamente por diversas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado do Brasil, onde ocorreram diversos e acalorados debates.
No Congresso, a oposição tratou de lançar dúvidas sobre as garantias democráticas do Governo venezuelano.
Chávez chegou a acusar o Senado brasileiro de adiar o trâmite seguindo "instruções de Washington", e deu um ultimato em 2007 para que ocorresse a votação.
Apesar das fortes declarações de Chávez, o projeto continuou seu lento trânsito pelos órgãos legislativos brasileiros e só recebeu o sinal verde da Câmara dos Deputados em dezembro de 2008, com 256 votos a favor, 61 contra e seis abstenções.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado acaba de concluir os debates e determinou que se submeta a votação no plenário, no qual os partidos governistas e da oposição estão muito equilibrados.
Em julho de 2007, Chávez lançou um ultimato aos congressos de Brasil e Paraguai para que ratificassem a entrada da Venezuela no Mercosul em um prazo máximo de três meses ou, caso contrário, Caracas retiraria a solicitação, o que acabou não acontecendo.
Em declarações posteriores, o líder venezuelano disse que seu Governo não está "desesperado" para entrar no Mercosul, bloco que criticou por sua suposta tendência capitalista.
Em maio passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, durante uma reunião com Chávez no Brasil, seu apoio à entrada plena da Venezuela ao Mercosul, e informou a aprovação do cronograma de liberação do comércio bilateral para acelerar esse processo.
Assim como o governante brasileiro, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, defendeu a entrada da Venezuela no bloco.
Lula disse então que a falta de acordos sobre tarifas, que a Venezuela tem de negociar separadamente com cada um dos membros do Mercosul, era um dos motivos que freava a aprovação no Congresso do protocolo de adesão.
Na Argentina, a entrada venezuelana no bloco gerou críticas das câmaras de empresários, que pediram ao Parlamento sua recusa à adesão em função das políticas de nacionalização impulsionadas por Chávez.
Em maio passado, o presidente venezuelano anunciou a estatização de três empresas com participação do grupo argentino Techint.
No entanto, o ex-presidente Néstor Kirchner defendeu a Venezuela e declarou que a política de Chávez "não pode ser resolvida pelo caminho da exclusão, mas pelo caminho da racionalidade".

GILBERTO MESTRINHO: Políticos roraimenses dizem que o país perdeu líder amazônida

O ex-governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho, foi sepultado no final da manhã de ontem, em Manaus, após várias homenagens prestadas por familiares, autoridades, políticos de todo o país e populares. Ele lutava contra um câncer de pulmão e desde o início do mês estava internado em um hospital da cidade, onde faleceu aos 81 anos.
Alguns políticos roraimenses, procurados pela Folha, foram unânimes ao afirmar que o país perde um líder das causas amazônicas com a morte de Mestrinho.
O deputado Neudo Campos (PP) lembrou que Gilberto Mestrinho começou muito cedo na política, sendo indicado ao cargo de prefeito de Manaus, no Amazonas, pelo então governador Plínio Ramos Coelho, e fez uma carreira meteórica. “Ele se notabilizou por ser eficiente, trabalhador e por ter se empenhado em boas ações em seu Estado”, comentou.
Ele disse que Mestrinho foi governador do Amazonas e que foi eleito deputado federal por Roraima, quando foi cassado pelo golpe de 1964. “Ele poderia ter sido eleito em qualquer Estado da região porque falava na rádio difusora do Amazonas e tinha uma incrível audiência em toda a Amazônia. Quando ele retornou ao Estado, se tornou imbatível. Foi governador três vezes, senador por duas vezes, prefeito e deputado federal”, citou.
Neudo disse que o Brasil perde um político legitimamente amazônida. “É lamentável para a população de toda a região”, ressaltou.
O prefeito Iradilson Sampaio (PSB) reforçou que o ex-governador foi um dos políticos que primeiro fizeram história na região e que apesar de muitas controvérsias, é uma figura histórica. “Existem contos com relação ao procedimento dele no período das eleições, como o sumiço de urnas que eram jogadas no rio. Ele foi deputado por Roraima na época do território e levantou bandeiras importantes com relação à região, defendia a caça do jacaré, até certo ponto o desmatamento, por que dizia que o cabloco não podia morrer dentro da floresta, sem explorar parcialmente seus recursos”, frisou.
Na opinião do prefeito, com o ingresso de Mestrinho no cenário nacional da política, começaram a ser discutidos com mais seriedade, sem paixões políticas, questões especificas da Amazônia e do desenvolvimento sustentável. “Ele fez tudo isso com experiência e propriedade”, ressaltou.
O governador Anchieta Júnior (PSDB) esteve presente à cerimônia que prestou as últimas homenagens a Gilberto Mestrinho e declarou à imprensa que ele foi ‘um grande líder da política não só da Amazônia, mas também do Brasil’. “Deixou para a Amazônia uma história de vitórias e realizações emplacadas por uma grande liderança”, afirmou.
Mestrinho começou a vida política como prefeito de Manaus, em 1956. Em 1959, foi eleito governador do Amazonas - cargo que ocupou até 1963. No ano seguinte, foi deputado federal por Roraima. Voltou ao Governo do Estado mais duas vezes, em 1983 e 1991. Em 1998, foi eleito para o Senado Federal, onde permaneceu por todo o mandato, até 2007.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Comissão aprova 40h de trabalho semanal e aumento na hora extra

Com a presença de todas as centrais sindicais no Auditório Nereu Ramos, a Comissão Especial da Jornada Máxima de Trabalho aprovou, nesta terça-feira, a redução de 44 para 40 as horas trabalhadas na semana. A relatoria também prevê a elevação da hora extra para 75% sobre o valor da hora normal.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95), que trata do tema, vai ser apreciada em dois turnos pelo Plenário da Câmara e precisa de dois terços dos votos para ser aprovada. O mesmo procedimento será exigido no Senado.Os integrantes da comissão vão pedir apoio dos líderes partidários para a inclusão da PEC na pauta do Plenário. A expectativa é que o primeiro turno de votação aconteça em agosto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Neudo Campos defende entrada da Venezuela no Mercosul

O deputado Neudo Campos (PP/RR) defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul, já aprovada na Câmara e aguardando votação no Senado. Para ele, deixar o país de fora do bloco econômico é um isolamento equivalente ao que os Estados Unidos impõem a Cuba. Campos mostrou preocupação com a demora do Senado em analisar o projeto com o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul e salientou que o texto foi aprovado na Câmara no ano passado. De acordo com o deputado, alguns senadores são contra a adesão do país, por considerar que o comportamento do presidente Hugo Chávez é antidemocrático. Para o deputado, a ampliação do Mercosul não pode ficar atrelada a apenas uma pessoa. “Um presidente não pode ser confundido com seu país”, disse Campos. Ele destacou que a Venezuela é o país sulamericano com maior experiência democrática, pois elege seus presidentes desde 1958. Nesse período, lembrou, os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) passaram por golpes de estado e ditaduras militares. Na avaliação do deputado, a entrada da Venezuela vai dar mais dinamismo econômico ao bloco e beneficiar as regiões fronteiriças, como Roraima. Ele afirmou também que, após a Venezuela, o bloco deve firmar acordos com os outros países da região. “O grande êxito do Mercosul seria a criação da área de livre comércio da América do Sul. Isso fortaleceria o Brasil”, avaliou. O deputado criticou a Petrobras por ter vetado proposta do presidente Chávez de fornecer combustível subsidiado a Roraima, onde os preços estão entre os mais altos do País. Para ele, a importação seria uma oportunidade “única” para o estado crescer.

Crise no comércio - Além do Mercosul, o deputado falou do relatório que apresentou na semana passada na comissão especial que discute os efeitos da crise econômica no comércio. Neudo Campos fez um resumo do texto e destacou os principais pontos. Um deles é a sugestão que será encaminhada ao governo para redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos empréstimos. Para o deputado, é um contrassenso o governo manter esse tributo no momento em que o crédito escasseia no País. A redução do IOF, segundo ele, abriria espaço para a queda dos juros bancários. Campos salientou ainda o projeto incluído no relatório que transfere para o Banco Central a fiscalização das administradoras de cartão de crédito no país. Ele afirmou que o setor, um dos mais concentrados da economia brasileira, não está sob o controle de nenhum órgão. Ao ficar sob a guarda do BC, ele espera mais concorrência entre as empresas e bancos. O parlamentar adiantou também que seu parecer traz um projeto que permite ao comerciante antecipar o valor das vendas feitas com cartão. Hoje, o lojista recebe depois de 30 dias. Nos Estados Unidos, segundo o parlamentar, o prazo é de apenas dois dias. “Isso penaliza o lojista”, avaliou.
Fonte: Jornal da Câmara

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Parlamentar afirma que Brasil tem que tirar proveito da crise financeira

Para o deputado federal Neudo Campos (PP), o Brasil deve tirar proveito da crise financeira que enfraqueceu, principalmente, países desenvolvidos e com forte participação no âmbito econômico mundial. Este enfraquecimento, segundo ele, ocasionou a perda de mercados por parte de países como os Estados Unidos da América (EUA) e outros da Europa, por isso, é essencial que o País se esforce para conquistar estes espaços ociosos.

Neudo foi um dos entrevistados ontem pelo administrador Marcelo Nunes, no Agenda da Semana, programa da Rádio Folha (AM 1020). “A questão fundamental é que, como todos os países perderam com a crise e como os países ricos caíram economicamente mais, cria-se um novo panorama em que o Brasil tem condições de obter uma fatia maior do mercado internacional, mas para isso o Brasil precisa se estruturar melhor”, afirmou.

Ele é o relator da Comissão Especial da Câmara Federal de Acompanhamento da Crise no Comércio, que ao término das discussões acerca do momento econômico vivido no mundo, fez várias sugestões em forma de projetos de lei ao Executivo Federal. Dentre tais sugestões feitas, o parlamentar destacou a necessidade de se criar um banco que financie as exportações e importações. Tal instituição, conforme o deputado, já existe nos EUA, Japão e demais países desenvolvidos. “A maioria dos países ricos tem [um banco especializado em financiamento de exportações e importações] e nós não temos. Isso daí é algo cada vez mais complexo. A grande questão são os riscos que envolvem o fato de não termos este mecanismo. Riscos políticos, maus pagadores e danos materiais às exportações são apenas alguns deles”, acrescentou.

Neudo destacou também que, para reduzir os efeitos da crise no comércio, foi sugerido que seja zerado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando se tratar de empréstimos para crédito no comércio. Tal imposto, segundo ele, foi aumentado como forma de compensação após o Governo Federal perder a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Só de IOF foi arrecadado no ano passado R$ 20 bilhões. É muito dinheiro. Num momento de crise, o governo tem que abrir mão de parte disso. Se a dificuldade é crédito, pelo menos na questão do comércio tem que se tomar esta atitude”, disse. A redução dos depósitos compulsórios também foi sugerida pela Comissão ao Poder Executivo Federal.

Para o parlamentar, é importante o Banco Central liberar mais dinheiro na praça. Após o envio dos projetos de lei, o procedimento seguinte é aguardar a decisão do governo em relação à aceitação ou não de tais medidas. “Tivemos muitas audiências públicas com o ministro da fazenda, presidente do Banco Central, grandes empresários do Brasil, dentre outros. Fizemos o melhor que podíamos. Espero que o governo possa ouvir nossas sugestões e que o presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB), também nos ouça em relação a alguns projetos de lei que precisam ser aprovados na Câmara para poderem contribuir para que a crise seja amenizada. Este é o nosso objetivo”, afirmou Neudo.

O deputado federal acrescentou que o relatório já foi entregue a Temer e daqui a duas semanas, possivelmente, serão realizadas reuniões sobre a comissão para finalizá-la.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Neudo Campos afirma que o Comércio sofre com o pouco acesso ao crédito

O relator da Comissão Especial da Crise Econômica Mundial com repercussão no Comércio, Neudo Campos, afirmou em Audiência Pública realizada dia 3 de Junho, que o crédito no Brasil ainda é um dos mais caros do mundo. Ele disse que os pequenos e médios empresários da área do comércio sofrem com o pouco acesso ao crédito, devido às altas taxas cobradas.
Uma das medidas apontadas pelo parlamentar a fim de minimizar os efeitos da crise no Comércio está na ampliação e na facilidade do acesso ao crédito para os comerciantes.
Desde a crise de 1929, a atual crise é a mais grave que o mundo já enfrentou. É uma crise que tem provocado graves problemas nos diversos setores da economia mundial. As perdas mundiais com a crise já atingem a casa dos 4,1 trilhões de dólares. O vilão foi os Estados Unidos, 2,7 trilhões de dólares, seguido pela Europa, com 1,2 trilhão e, por último, o Japão, com 0,1 trilhão de dólares. Apesar disso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles afirma que a crise no Brasil alcançou proporções menores em relação aos demais países. Segundo ele, os principais efeitos aqui no Brasil estão nos problemas de liquidez e da restrição do crédito, enfatizou.
O deputado federal Neudo Campos disse que os leilões de swaps cambiais, a venda de dólares para o mercado à vista, os leilões de linhas para exportadores, a redução de depósitos compulsórios e a canalização da liquidez para instituições menores com aumento do limite para o fundo garantidor de crédito, foram medidas fundamentais adotadas pelo Banco Central para minimizar os efeitos desta crise no Brasil. “Os indicadores econômicos brasileiros se comportam melhor que os indicadores estrangeiros”, frisou.
O parlamentar, que está elaborando um relatório com propostas para o Comércio, e será apresentado dia 12 de junhos, se mostrou otimista ao afirmar que o país sairá da crise econômica mundial mais fortalecido. “Os próprios investidores internacionais acreditam que o Brasil sairá mais forte do que entrou”, frisou. Ele disse ainda que desde 2003, foram criados mais de 7,5 milhões de empregos formais, cerca de 30 milhões de pessoas cruzaram a linha da pobreza. “Hoje, a classe média corresponde a mais de 50% dos brasileiros e 20 milhões de brasileiros entraram na classe média”, informou.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Plenário conclui votação de MP que regulariza terras de Roraima e Amapá

Ao aprovar as três emendas do Senado para a MP 454/09, os deputados concluíram ontem a votação da matéria, que segue para sanção presidencial. A medida viabiliza a transferência da titularidade de terras da União ao estado de Roraima e as emendas estendem essa regularização ao Amapá.
A MP amplia os usos possíveis desses imóveis, transferidos por meio de mudanças na Lei 10.304/01, que primeiramente tentou fazer a regularização fundiária do ex-território de Roraima. O texto aprovado incluiu as atividades agrícolas diversificadas entre os usos preferenciais que poderão ser dados aos imóveis. As outras atividades que já estavam previstas na MP são: de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável; de assentamento, colonização e regularização fundiária. Antes da MP, o uso era obrigatório para assentamento e colonização.

Emendas - As três emendas aprovadas tratam da inclusão do Amapá nessa transferência de terras. Uma delas inclui o Amapá no texto da Lei 10.304/01. As outras duas ajustam a redação das ementas da MP e dessa lei. A Lei 10.304/01 já excluía da transferência as terras indígenas; as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras; os lagos e rios; os potenciais de energia hidráulica; os recursos minerais; as cavernas naturais subterrâneas; e os sítios arqueológicos e pré-históricos.

Segundo o governo, as mudanças foram negociadas pelo estado de Roraima com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), porque a lei anterior foi considerada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como insuficiente para efetivar a transferência. O STF julgou que era necessário regulamentar a lei e identificar previamente as áreas a serem mantidas em nome da União.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reforma tributária é uma das saídas para a crise no comércio, diz Neudo Campos

A reforma tributária, o restabelecimento do crédito para as micro e pequenas empresas e a re-estruturação do crédito são pontos-chave para que o país supere a crise mundial e volte a crescer. A afirmação é do deputado Neudo Campos (PP), relator da Comissão Especial da crise econômica financeira no comércio, que participou ontem de uma audiência pública com autoridades do setor da indústria têxtil, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e de Equipamentos e Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, onde foi discutida a situação desses setores em meio a crise.
Conforme ele, o Brasil deve pensar em soluções horizontais, ou seja, soluções que aumentem a competitividade de todos os setores e não apenas de um setor isolado como o setor automotivo. “O país tem condições de ser o mais competitivo do mundo, mas não têm condição de sustentar a atual carga tributária. Devemos pensar em fazer acordos bilaterais para o setor têxtil”, argumentou ele que foi enfático ao afirmar que a votação da reforma tributária é tida como uma urgência pelos empresários.
Um dos depoimentos, durante a audiência, que mais impressionou o parlamentar foi a do presidente do grupo Gerdal, que possui empreendimentos de grande porte no Canadá e Estados Unidos. “Ele afirmou que no Brasil tem um funcionário exclusivo para calcular os impostos a serem pagos pela indústria, diferente do que acontece nos outros dois países. Então vemos claramente que a questão tributária está prejudicando a superação brasileira”, criticou.
Para Neudo, o Brasil deve copiar os modelos de desenvolvimento que deram certo em outros países e apostar em investimentos. “A Comissão Especial vai apresentar um relatório no próximo dia 12 de junho com sugestões e propostas para minimizar a crise no comércio, mas já adiantamos que no documento serão sugeridas mudanças na atual matéria da reforma tributária”, concluiu.
Fonte: Folha de Boa Vista
27/05/09

terça-feira, 26 de maio de 2009

Plenário retoma votações hoje com análise de duas MPs

O Plenário inicia hoje (26/05) as votações desta semana com a análise da MP 454/09 transfere terras da União para o estado de Roraima. Os deputados vão analisar três emendas ao texto apresentadas pelo Senado. A MP tranca a pauta. Caso não haja acordo para votação das MPs que trancam a pauta, o presidente da Câmara, Michel Temer pode convocar sessão extraordinária para votação de outras matérias.
Outra MP com prazo de tramitação vencido na pauta de hoje é a 460/09, que reduz tributos sobre as motocicletas, nacionais ou importadas, e para as construtoras de imóveis no âmbito do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. O programa foi criado pela MP 459/09, aprovada pela Câmara na semana passada.
Há ainda uma terceira MP na pauta do Plenário (461/09), que libera R$ 300 milhões do orçamento federal para o Ministério da Integração Nacional socorrer as vítimas das enchentes no Norte e Nordeste. Essa MP ainda não tranca a pauta.

A Ordem do Dia da sessão ordinária está prevista para as 16 horas

Projeto que limita venda de meia entrada será analisado na Câmara

A Comissão de Defesa do Consumidor realiza audiência pública na quinta-feira
(28) para discutir o Projeto de Lei 4571/08, que disciplina o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes e idosos em espetáculos artísticos, culturais e esportivos. A proposta, já aprovada no Senado, limita a concessão da meia-entrada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.
O projeto determina que as carteiras estudantis sejam confeccionadas pela Casa
da Moeda, em modelo único nacional. O documento só poderá ser expedido pela
União Nacional dos Estudantes (UNE), por outras entidades estudantis e pelos
diretórios centrais de estudantes das instituições de ensino superior. Desde 2001, qualquer entidade e até empresas de outros ramos podem emitir as carteirinhas.
Convidados - Foram convidados para a audiência o ministro da Cultura, Juca
Ferreira; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto;
a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf; o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Ismael Cardoso; e o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Hugo Valadares Siqueira.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Neudo Campos afirma que o Comércio sofre com altas taxas de juros

O relator da Comissão Especial da Crise no Comércio, Neudo Campos, afirmou que o Comércio sofre com as altas taxas de juros e os spreads bancários, especialmente neste momento de crise que o país enfrenta. Segundo Campos as taxas de juros dos bancos privados são os mais altos. “Neste momento de crise, não podemos ter bancos que visem apenas o lucro, a redução dessas taxas é essencial para levantar o comércio brasileiro”, enfatiza.
Em audiência dia 13 de maio, com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o deputado Neudo Campos, questionou ao presidente qual seria o compromisso deste Banco em contribuir para redução dessas taxas. O presidente do BNDES em resposta diz que a criação de novas condições de empréstimos dadas pelos bancos seria uma saída para reduzir as atuais taxas cobradas.
Neudo Campos enfatiza ainda que o Banco Central é um importante instrumento para mobilizar os bancos na redução dessas taxas.
Em março deste ano, o crescimento na produção industrial foi tímido, apenas 0,7%. Segundo Neudo Campos um dos fatores responsáveis pela queda neste setor foi à redução das exportações no mesmo período. “Mais de 50% dessa queda é devido à fraca demanda externa”, enfatiza. O parlamentar fala da importância de valorizar o mercado interno que tem, segundo ele, se mostrado importante para minimizar os efeitos da crise no Brasil.
Os vilões responsáveis pela queda na produção industrial entre março deste ano e setembro de 2008 foram os setores de veículos (23%), Siderurgia (17%) e o de máquinas e equipamentos (16%).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Neudo Campos afirma que tarifa em Roraima é abusiva

Preocupado em reduzir a tarifa da energia elétrica cobrada hoje no Estado, o deputado federal Neudo Campos (PP) deu entrada com um Projeto de Lei, que caso seja aprovado por quatro comissões da Câmara, não precisará ir ao Plenário.
Neudo esteve ontem pela manhã no programa ‘Agenda da Semana’, apresentado pelo administrador Marcelo Nunes, na Rádio Folha (AM 1020), para tratar principalmente dos problemas ocasionados pelos reajustes da tarifa da energia elétrica consumida em Roraima, considerados por ele como abusivos.
“No final das contas, o benefício para o consumidor é que a redução prevista neste projeto é de mais de 30% na tarifa de energia elétrica. Tenho esperança de que possamos aprová-la. Estou trabalhando com afinco para isso acontecer. Dia 03 de junho próximo é a data para a qual foi transferida a votação, que deveria acontecer na semana passada”, complementa ele.
Os aumentos abusivos que o parlamentar se refere são os ocorridos no final de 2008, quando a CER, segundo ele, reajustou em mais de 24% e a Boa Vista Energia aumentou em 13,59% o preço da eletricidade.
“Estes acréscimos são injustificáveis. Sou da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal e lá fiz um requerimento para que fosse auditada a autorização da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] para o aumento da energia em Roraima. Não dá para entender. Antes, a Eletronorte fazia a geração, distribuição e comercialização. Hoje, a Eletronorte é só a importadora, compra a energia e revende para a Bovesa, que é atravessadora e está encarecendo [a eletricidade] para nós. Ela está ganhando dinheiro nas nossas costas”, afirma.
Neudo diz não entender como em Manaus (AM), cuja energia é obtida por meio de termelétrica, os consumidores pagam tarifa inferior às pagas em Boa Vista, de onde a eletricidade provém da Venezuela e, por isso, é mais em conta. Conforme o parlamentar, hoje o megawatt é vendido ao Brasil por cerca de R$ 70,00 pelo país vizinho. No entanto, o valor cobrado ao consumidor por esta mesma quantidade é de quase R$ 500,00.
Para Neudo Campos, a Boa Vista Energia contribui para o alto preço da tarifa de energia elétrica paga pelo boavistense. Além das críticas direcionadas à empresa responsável pela energia na Capital, o parlamentar também fez análises em relação à Companhia Energética de Roraima (CER), que administra o fornecimento de eletricidade no interior do Estado.
Neudo cobra ação do governo para concluir interiorização de Guri
Neudo Campos disse que não entende o fato de a interiorização da energia de Guri ainda não ter ocorrido, embora, segundo ele, dos 200 megawatts disponíveis para o Estado, apenas 80 sejam utilizados. Para ele, o grande problema da eletricidade no Estado não é em conseqüência da falta da energia elétrica, mas sim da carência de ações de governo.
“É um absurdo que sobre tanta energia em Boa Vista e o interior fique com termelétrica, pagando tão caro. Energia não falta em Roraima, falta distribuir, ou seja, ação de governo. É necessário priorizar isto”, afirma.
O deputado fez duras críticas também ao trabalho do governo do Estado nas áreas de educação, saúde e segurança. O aumento da população estudantil e a paralisação nas construções de escolas públicas, a greve dos policiais e bombeiros militares, a inauguração frustrada da ponte sobre o Rio Tacutu e os resultados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram pontos abordados por Neudo.
“O Estado diz que fomos os melhores da região Norte no Enem, mas o resultado mostra que nós regredimos. A nossa obrigação é progredirmos sempre. Outro ponto é a atual condição desta administração, pois um governo que recebeu do então governador Ottomar Pinto um caixa com mais de 120 milhões de reais e está hoje nesta situação penosa é preocupante para todos nós”, conclui ele. (WS)

sábado, 9 de maio de 2009

Neudo afirma que tarifas de energia elétrica são abusivas

O deputado Neudo Campos (PP) usou a tribuna da Câmara na quinta-feira, 07, para reclamar da cobrança das tarifas de energia elétrica cobradas em Roraima, classificadas por ele como abusivas e inexplicáveis.
Ele disse que há muitos anos vem trabalhando em prol da oferta de energia elétrica de qualidade e de baixo custo. “O nosso desejo era a garantia de energia firme e confiável, e que não custasse caro para os bolsos dos consumidores, para acabar com os famosos apagões e fomentar o desenvolvimento do Estado”, argumentou.
Ainda segundo o parlamentar, a própria Eletronorte à época publicou em veículos de comunicação que em seis meses os investimentos feitos na linha de transmissão estariam quitados pelo valor que se deixou de pagar pela conta de consumo de combustível.
Entretanto, segundo Neudo, hoje a Eletronorte compra o megawatt por R$ 33,00, o equivalente a R$ 70,00, e repassa ao consumidor por R$ 454,30. “E a empresa ainda diz que está tendo prejuízo. O consumidor é que está pagando a linha de transmissão da Venezuela [de Las Claritas até Santa Elena] até o Brasil, em Boa Vista”, analisou.
O parlamentar apresentou o Projeto de Lei 2318/2007 na Comissão de Minas e Energia com o qual espera corrigir a atual situação. Ele explicou que caso seja aprovado o projeto, reduzirá a tarifa em até 33%.
O projeto que altera o artigo 11 da Lei n° 9.648 de 27 de maio de 1998 estabelece nova hipótese para sub-rogação de recursos da sistemática de rateio de ônus e vantagens decorrentes do consumo de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica nos sistemas isolados. “A expectativa é que o projeto seja votado no próximo dia 3 de junho na Comissão de Minas e Energia. Se passar por outras três comissões é aprovado na Câmara sem necessidade de ser votado em plenário”, declarou.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Comissão sugere que Funai compre gado de quem está saindo da reserva

A abertura de um crédito suplementar, via Medida Provisória, para o Ministério da Justiça na ordem de R$ 10 milhões, destinados à compra do gado dos não-índios que estão sendo retirados da terra indígena Raposa Serra do Sol, é uma das propostas feitas pela Comissão Externa da Câmara Federal que ainda estão sendo analisadas pelo Judiciário e Executivo.
Conforme o deputado Márcio Junqueira (DEM), que faz parte da comissão que voltou a Roraima ontem, após uma série de reuniões para tratar da questão em Brasília, o recurso ficaria disponível para, mediante uma consulta prévia, a Funai (Fundação Nacional do Índio) proceder à avaliação dos animais e à compra com pagamento imediato.
“O desembargador Jirair Meguerian (presidente do Tribunal Regional Federal – TRF 1ª Região) e o próprio ministro Carlos Ayres Britto (relator do processo) se mostraram favoráveis à proposta”, disse o parlamentar.
A questão ainda estaria sendo avaliada pelo advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, que em uma primeira conversa preferiu consultar a Fundação Nacional do Índio. “O presidente da Funai não se mostrou muito interessado, disse que abriria precedentes para outras demarcações. O governo federal caminha para o confisco dos bens das pessoas que estão saindo da reserva”, disse Junqueira.
O deputado Neudo Campos (PP) disse que o ministro da Justiça, Tarso Genro, teria afastado a ideia da proposta alegando inviabilidade e futuros problemas. “É uma pena que o ministro pense dessa forma, pois seria uma saída para os pecuaristas que agora não sabem o que fazer com esses animais e uma solução para a sobrevivência dos índios na região”, enfatizou.
Disse que os donos de animais não sabem o que fazer com as 11 mil cabeças de gado espalhadas na reserva. “A própria saída de boa parte desses animais seria difícil, pois eles teriam que entrar na Venezuela, percorrer um trecho daquele país, para então entrar no Brasil. Essa situação é absolutamente inviável”, afirmou.
OPINIÃO - Conforme o procurador de justiça e professor Edson Damas, a MP sugerida não contraria em nada as 18 condições impostas pelo voto do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), para garantir a proteção da fronteira e a preservação do meio ambiente.
Damas é doutorando em Direito Socioambiental e tem como pano de fundo de sua tese a problemática envolvendo a terra indígena e a questão de sua tripla afetação de unidade de conservação, terra indígena e faixa de fronteira.
Conforme ele, há mais de 300 anos os índios que vivem na Raposa já lidavam com gado, o que já faz parte de sua cultura e costumes. “A exploração econômica da área pode ser praticada pela pecuária, agricultura, aquicultura, ou qualquer outra atividade. Eles podem fazer isso, têm direito e devem ser incentivados”, frisou o professor ressaltando a necessidade de que sejam expedidas licenças ambientais e de que haja monitoramento das atividades.
Para Damas, os indígenas que vivem na reserva devem criar, plantar e comercializar os produtos para regiões fora da terra indígena. “A compra do gado pela Funai em benefício dos índios seria uma saída positiva e inteligente até no sentido dos custos para a retirada desses animais da região”, explicou.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A desocupação da Raposa Serra do Sol será acompanhada pela Câmara

A Câmara criou comissão Externa que irá acompanhar saída dos produtores rurais da Reserva indígena Raposa Serra do Sol no Estado de Roraima. A Comissão composta pelos deputados Neudo Campos (PP/RR), Márcio Jungueira (DEM/RR), Luciano Castro (PR/RR), Édio Lopes (PMDB/RR), Maria Helena (PSB/RR), Urzeni Rocha (PSDB/RR) e Fernando Gabeira (PV/RJ) foi criada hoje (16/04) pelo presidente da Casa, Michel Temer.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eleições 2010: Neudo confirma à Rádio Folha que será candidato ao governo

Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2010, o cenário político em Roraima começa a se delinear e o deputado federal Neudo Campos (PP) reafirma o que vem dizendo há algum tempo: ele é candidato a governador do Estado no próximo pleito. A afirmação foi concedida na manhã de ontem, em entrevista ao programa “Agenda da Semana”, apresentado pelo economista Getúlio Cruz, na Rádio Folha (AM 1020).
Contrariando boatos surgidos com muita intensidade nos bastidores da política local, Neudo, que governou o Estado de 1995 a 2002, afirmou que nunca conversou sobre uma possível aliança política com o governador Anchieta Júnior (PSDB) e senador Romero Jucá (PMDB) nem pensou em desistir do objetivo de ser governador de Roraima pela terceira vez.
“Não é verdade. Eu nunca conversei com eles a respeito da minha candidatura. Eu serei, sim, candidato a governador em 2010. Não tem a menor chance dessas conversas que foram inventadas por jornalistas próximos ao governo serem verdadeiras. Não passam de invenção de jornalista chapa-branca”, afirmou, acrescentado também que não sabe ainda quem será o vice dele no próximo processo eleitoral.
Para o parlamentar, esses boatos pretendem apenas causar dúvidas no eleitorado, algo que não passaria de tática política. No entanto, ele afirmou ainda que isso demonstraria temor por parte da base governista. “Eles estão perdendo tempo. Na verdade, a interpretação que o povo dá a esse tipo de estratégia é que eles [da base do governo] estão com medo de minha candidatura e procuram enganar a população com a mentira de que eu não serei candidato. Isto demonstra fraqueza”, completa Neudo.
Crítico, o parlamentar opinou sobre a atual administração do Estado. Para ele, o governo está mais preocupado com a reeleição do que com um projeto para desenvolver Roraima ou com a educação, saúde e segurança. Outro ponto duramente criticado pelo deputado foi a greve dos policiais e bombeiros militares, algo que, segundo ele, poderia ter sido evitado, caso não tivessem sido dados aumentos com grandes diferenças para as categorias da esfera estadual.
“O atual governador não tem preparo e compromisso para governar o Estado. Como é que se pode em um Estado visivelmente sem dinheiro comprar um avião de 17 milhões?”, indagou.
Questionado quanto ao fato de enfrentar candidato com o domínio da máquina pública, o deputado comentou que não teme e que não poderia deixar de se candidatar, pois a população pede a candidatura dele e não se pode privar o eleitorado local de ter opções em relação ao principal cargo político estadual.
“É preciso ter coragem para enfrentar a máquina. Todos nós sabemos o tamanho e a força dela, mas nós temos que ter dignidade. Precisamos saber se este rumo que o governo está dando é o rumo que o povo precisa”, frisou.

terça-feira, 7 de abril de 2009

ENTREVISTA - Falando Tudo com Neudo Campos - Parte II .....Por Marlen Lima - Agência Norte Online

O primeiro Falando Tudo foi com o ex-governador Neudo Campos, deputado federal pelo PP, que afirma que quer voltar a governar Roraima.

Com numéricos de pesquisas sendo altamente favorável, e parte disto deve ser por conta de que o atual governo de Anchieta Júnior (PSDB) não tem, ainda, pelo menos, uma cara, uma marca em que o povo possa achar que o governador seja merecedor de ser reeleito, Neudo Campos vai navegando tranquilo, otimista, e dividindo votos, e alianças.
Isso porque tem muitos aliados de Anchieta que não estão gostando do tamanho do espaço que Romero Jucá tem tido no governo. E com isto, uma debandada pode surgir em 2010, e quem ganhará é o ex-governador.
Do palácio senador Helio Campos, por exemplo, o sinal de alerta foi ligado ao ver a primeira parte da entrevista que Neudo Campos deu ao site ANN. Abrindo o verbo e afirmando que Anchieta é mesmo um eterno vice, Neudo diz ainda que não é arrogante, mas, sim, corajoso.
Para justificar o por que tem achado que Anchieta é um eterno vice, Neudo fala que as ações e, o próprio sentimento do governador é de vice, porque o governador já entregou o seu governo para o senador Romero Jucá (PMDB), "que é quem governa".

Nesse segundo tempo de entrevista, Neudo fala da certeza de que com ou sem o apoio do prefeito Iradilson Sampaio, ainda assim, ele manterá sua candidatura ao governo. Num acordo na eleição passada, em que ficou acertado que o PP teria a voz de mando do nome ao vice, de Iradilson, e a ex-deputada federal Suely Campos foi escolhida, Neudo recebeu a confirmação verbal do prefeito que uma vez reeleito, daria o seu apoio ao PP ao governo em 2010.
Vejamos o que Neudo fala mais.


ANN - Existe algum acordo político entre o Senhor, leia-se PP, e o prefeito Iradilson Sampaio, do PSB?
NEUDO - Olha, o acordo que foi feito em 2008 foi o seguinte. O PP apoiaria o prefeito Iradilson na sua reeleição com o compromisso de que ele iria apoiar o PP para o governo de estado. Esse foi o compromisso firmado, amplamente divulgado pela imprensa, numa coletiva em que estavam presentes eu, o prefeito Iradilson Sampaio, a Suely Campos, o senador Romero Jucá, e esse foi o compromisso que o Iradilson, não digo o senador Jucá, mas o prefeito reeleito assumiu com o nosso partido de nos apoiar para o governo. E digo mais, em todas as conversas que temos abordado esse assunto, o prefeito Iradilson tem reiterado o seu compromisso de apoiar o nosso partido ao governo.

ANN - Houve alguma conversa nesse mesmo sentido com o PMDB do senador Romero Jucá, ou diretamente com o próprio Jucá?
NEUDO - Não. O que houve foi por parte do PMDB....É...Digamos, Eles renunciaram ao privilégio, a prerrogativa que tinham de indicar o vice (na chapa de Iradilson), para que o nosso partido (o PP) pudesse indicar.

ANN - Como o Senhor está vendo essa aliança política, que cada vez mais cresce, entre o senador Romero Jucá e o governador Anchieta?
NEUDO - Olha, acho que isso faz parte da política. Na verdade eu nunca....Toda as vez que eu ganhei as eleições, o Jucá sempre foi adversário. Ele nunca votou em mim, e eu nunca votei nele. Então, se isso acontecer em 2010, isso será algo absolutamente natural. O que houve de inusitado é que em 2008 nos apoiamos o mesmo candidato a prefeito. Agora, se também é por algum motivo o Romero Jucá perceber que o barco que ele tá entrando tá furado, e quiser ir para um navio seguro, ai nós estaremos abertos, de braços abertos para recebê-lo.

ANN - O Senhor não teme que lá na frente, o prefeito Iradilson seja obrigado a anchietar (ser mais um aliado político do governador Anchieta)?
NEUDO - Acho que o prefeito vai sofrer tentativas de ser cooptado para ir para o governo. Então, se ele decidir assim, é.....O que eu posso fazer? Não posso fazer nada. Mas eu não acredito que ele vá fazer isso.

ANN - Sua candidatura ao governo, em 2010, depende do apoio do prefeito Iradilson?
NEUDO - A minha candidatura não depende do apoio dele. Eu quero contar com o apoio dele, mas não significa que se eu não tiver o apoio dele, deixarei de ser candidato.

ANN - Como está a sua base de apoio, as suas conversas com outros partidos, uma vez que existe o comentário de que há muita insatisfação por parte de partidos aliados do governador, por conta dessa aliança política fechada com Romero Jucá. O Senhor já ouviu esses reclames, tem conversado sobre a possibilidade de poder contar com o apoio desses insatisfeitos, em 2010?
NEUDO - Sim, tem conversas nesse sentido. Muitas conversas. E isso (intensificar as conversas em torno do apoio ao nome dele) deverão se intensificar em 2010, no primeiro trimestre do ano. Vai acontecer bastante, sim. Eu só não posso revelar, não posso falar (os nomes dos partidos que têm conversado), mas que vai haver uma debandada, não há dúvida disso.

ANN - Hoje o PP teria que partidos ao seu lado?
NEUDO - Não, eu prefiro não falar. Por que isso também é......Digamos, não vai somar.

ANN - Tem muitos colegas e seu parlamento, e até mesmo os que foram aliados de seu governo, no Estado que dizem que o Senhor é muito arrogante. O Senhor já ouviu isso? O Senhor concorda, se acha arrogante?
NEUDO - Não, eu não sabia disso. Na verdade, eu sempre sou tratado....E uma das coisas que me distingue de alguns governantes, é o fato de que eu sempre fui acessível às pessoas mais simples, mais pobres. Sempre chegaram comigo com maior facilidade. (Nesse momento, Neudo entendeu que a pergunta sobre ser arrogante teria partido de um seguimento da imprensa, e não de seus colegas políticos. Após entender a pergunta, ele responde). Acho que eles (os políticos) estão confundindo arrogante com corajoso. Na verdade, eu tenho coragem. Para muitos que sempre viu a máquina administrativa do governo ganhar as eleições...É...E (eu), agora, enfrentar a máquina do governo é uma questão de arrogância, não é! É de coragem, é de decisão, é ter ousadia para acreditar naquilo que ouve da grande maioria do povo, isso não é arrogância, e, sim, coragem!

ANN - A cada eleição o eleitorado tem mostrado maturidade, e que a tal compra de votos não tem mais pegado como antes. Ou seja, muitos até dão entender que vão votar em certo candidato, recebem a benesse, mas na hora H, votam em outro candidato. Sendo assim, como o Senhor vê esse enfrentamento contra a máquina administrativa?
NEUDO - Veja bem, a eleição de 2008 já provou um pouco isso. É....Compraram muitos votos, mas embora tivessem muito dinheiro, mas não tinham tanto voto para vender que fosse suficiente para reverter o quadro (quando a eleição ficou polarizada entre Iradilson Sampaio e Luciano Castro). Então, é claro isso, o eleitor está mais consciente, são eleições de dois em dois anos, ele tem consciência de que aquele dinheiro que tá comprando aquele voto, não é dinheiro do comprador, e, sim, dinheiro público, dinheiro que não tem como pagar salários mais condizentes para os policiais militares, por exemplo. Não tem dinheiro para comprar remédios, tem dinheiro, sim, para comprar outro jato, isso tem. E a preços exorbitantes. Mas não tem dinheiro para as coisas que são essenciais para a prestação de serviço por parte do governo ao grande patrão que é o povo de Roraima.



sexta-feira, 3 de abril de 2009

ENTREVISTA - Falando tudo com Neudo Campos...Por Marlen Lima - da Agência Norte Online

Brasília
"O que falta na competência, sobra na arrogância". Assim define o ex-governador, deputado federal Neudo Campos (PP) sobre a postura do governador Anchieta Júnior (PSDB) em relação aos problemas vividos na administração estadual, com destaque à greve dos militares.
Numa entrevista franca, Neudo fala tudo sobre como está vendo a política de hoje, e destaca os tempos em que foi governador, por dois mandatos consecutivos, onde afirma que nunca viveu greve na sua administração.
Neudo concedeu essa entrevista em seu apartamento funcional, na Asa Sul, em Brasília. Descontraído, tranqüilo, e muito sereno, o ex-governador relatou com perspicácia o que tem entendido do governo de Anchieta Júnior, afirmando que é candidato ao governo, em 2010, com ou sem aliança com o prefeito Iradilson Sampaio, do PSB, e até mesmo com a adesão ou não do líder do governo, Romero Jucá (PMDB), que hoje é o que mais tem influência dentro governo estadual.
Neudo começou a entrevista falando o que o levou à Tribuna da Câmara quando afirmou que falta competência e sensibilidade, por parte do governador Anchieta, no trato da questão dos grevistas, os militares. Segundo ele, o tom usado foi o de recomendação, já que o deputado citou que como foi governador por dois mandatos, teria a experiência para contribuir para que o governo entenda que os grevistas não podem ser tratados como adversários, "nem como inimigos. Na verdade são servidores estaduais que estão se sentindo injustiçados porque não fizeram jus a um aumento que foi concedido a outros, mas, a eles foi oferecido muito pouco".
Abaixo a entrevista.
ANN - Da Tribuna o Senhor fez um discurso ferrenho, bastante crítico ao governador Anchieta?
NEUDO - É, na verdade, eu fiz uma recomendação ao governador. Pois, compete ao governador ter o discernimento de que a hora é de conversar, de negociar para colocar fim a essa greve. Ele tem que ter essa responsabilidade, que o cargo lhe confere.
ANN - O Senhor colocou que educação, saúde e segurança devem ser prioritários.
NEUDO - Exatamente. Com segurança, saúde e educação não se faz política partidária, na verdade a boa política nesses três seguimentos do governo é procurar fazer, de fato, o melhor. Não usar como algo partidário para angariar votos. Se angaria votos com um belíssimo trabalho junto à educação, fazendo as escolas para ficarem com boa qualidade; a segurança com treinamento e qualificação dos policiais; e a saúde da mesma forma, treinando e qualificando os seus profissionais. Enfim, e claro, também remunerando de forma que eles se sintam satisfeitos.
ANN - O Senhor faz um comparativo, já que foi governador por dois mandatos, é isso?
NEUDO - No meu governo não houve greves. Foram dois mandatos sem greves. Então, como disse da Tribuna, aproveitando a experiência desses dois mandatos, recomendando ao governador que agora que recebeu o cargo assim, sem....sem.....Inesperadamente, é que ele converse, tenha serenidade para conversar, dialogar, para buscar o entendimento para colocar fim a uma greve, que acho que é extremamente perigosa para toda a sociedade.
ANN – O Senhor é candidato ao Governo?
NEUDO – Olha, não sou candidato a governador. Mas, serei depois do dia 30 de junho de 2010, passado pela convenção do PP, continuando a me apoiar é uma coisa que irei pleitear.
ANN – Isso independente de qualquer apoio partidário de outros partidos como PMDB, PSB?
NEUDO – Escreva ai. Eu não vou fazer acordo com ninguém para ter um único candidato a governador. Serei candidato do Partido Progressista ao governo. Se vou ganhar ou perder, nós vamos contar os votos depois da eleição. Porque esse acordo, esse famoso acordão...E o que é esse acordão? É ter um candidato único a governador, que seria o Anchieta, eu não concordo com isso, de maneira nenhuma. Porque não vejo nesse governador a vontade de fazer o melhor por Roraima. Ele é muito diferente do Ottomar, ele apenas era o vice de Ottomar. Pois se fosse o Ottomar, ai eu estaria apoiando, como apoiei em 2006. Mas não agora, agora é diferente.
ANN – Qual é a leitura que o Senhor faz do governo Anchieta?
NEUDO – Olha, na verdade, o Anchieta, na minha leitura o que ele ta buscando mesmo, é que ele ta se consagrando como vice. Ele foi um bom vice do Ottomar, porque ficava lá calado, e o Ottomar nunca deu oportunidade para o vice. Então, ele ficava sentadinho lá. De repente, ele assume o governo pela morte do Ottomar. E o que ele ta fazendo, ta chamando o Romero Jucá para assumir o governo. Está repassando as secretarias importantes, de tudo que vai ter importância, ele tá repassando para o Jucá. Isso é postura de quem? Como é que um governador repassa a secretaria importante como é a de Saúde? Ou seja, o governador da saúde é o Jucá. O governador da transferência das terras é o Jucá. O governador do meio ambiente é o Jucá. Então, ele tem postura de vice, ele nasceu para ser vice.
ANN – Pesquisas informais têm sido feitas, e mostram um número bastante expressivo da população votando em Neudo para governador. O Senhor tem conhecimento disto, tem feito pesquisa? Como o Senhor vê esse momento?
NEUDO – Não, eu não estou fazendo pesquisa. Tem chegado aos meus ouvidos, naturalmente assim como chega ao conhecimento da imprensa, de que as pesquisa são altamente favoráveis ao meu nome, e esses números são a revelação do que a gente encontra no dia a dia nas ruas de Boa Vista, e pelo Interior. Acho que são números reais, e isto só nos dá força para saber: 1)A absoluta insatisfação do jeito que está sendo conduzido o governo. 2) O povo tem saudade do tempo em que governei o estado, e as pessoas comentam muitas vezes aquela expressão – era feliz e não sabia. Se referindo a um tempo em que tinha mais emprego, que as pessoas tinham melhor poder aquisitivo, ou seja, que podiam planejar o seu futuro, que podiam contar com o governo que tava trabalhando para melhorar a vida do coletivo. Então, isso nos dá força para continuar a batalha.
ANN – Do seu governo para cá, o que tanto mudou?
NEUDO – Agora, dia cinco de abril, eu completarei sete anos que estou fora do governo. E passei sete anos e três meses no governo, então, eu atribuo o seguinte: se você for pegar as estradas. O que nós fizemos? Nós asfaltamos simplesmente de Caracaraí até a divisa com o Amazonas. Nós construímos 39 pontes de concreto armado nesse trecho da BR 174 Sul. Fizemos ainda a grande ponte, do rio Branco, em Vista Alegre, em Caracaraí. Nós asfaltamos do km 40 até as margens do rio Itacutu para a Guiana, e construímos também as pontes. Construímos oito pontes da BR 174 Norte, entre Boa Vista e BV8. Nós construímos 131 escolas padrão no Estado. As melhores escolas públicas construídas no Estado. Empregamos cerca de 18 mil pessoas. Tipo assim, em cada família pelo menos uma pessoa era empregada, que dava garantia, que dava condição, que dava um suporte para ter uma vida melhor do que tem hoje. E aí, vieram esses governos (Flamarion, Ottomar e Anchieta), fizeram concurso que foi, digamos, muito cruel. Por exemplo, enfermeiros, auxiliares de enfermagem que estavam há 10 e 15 anos, e agora ficaram sem emprego. Claro que tem gente que entrou e tem qualificação, e estão de parabéns, mas uma outra boa parte não tem. Então, o concurso foi muito mal elaborado, não teve a preocupação devida. É tal coisa de que saber quem descobriu o Brasil, que é explorar a parte teórica que se perde muito, e satisfaz a burocracia, mas na prática é injusto.
ANN – O Senhor disse que será candidato ao governo, e, sendo assim, não teme que seus adversários voltem a bater na questão do caso dos gafanhotos? Dos processos que o Senhor ainda sofre na Justiça Federal?
NEUDO – Olha, certamente isso será jogado, será explorado, não tenha dúvida. Eu não tenho a menor dúvida de que isso vai acontecer, e isso não será a primeira vez. Aconteceu em 2004, aconteceu em 2006, e não há porque não acontecer em 2010, e até em maior intensidade porque serei candidato a governador. Mas estamos preparados para isso. Minha vida foi virada de cabeça pra cima, pra baixo. E o que encontraram contra mim? Encontraram alguma obra superfaturada? Será que encontraram desvios de recursos que chegaram e não foram aplicados?Nunca encontraram isso. A acusação é que eu dei emprego, e alguém desviou lá na ponta. E o governador não pode saber de tudo. Portanto, eu tô muito bem preparado para as acusações que virão.
ANN – Como o Senhor vê o seu mandato como deputado federal? E isso refletirá positivamente, contribuirá de alguma forma para a sua candidatura a governador?
NEUDO – Veja bem. Ninguém vai votar em mim, ou pelo menos muita pouca gente, votaria em mim devido ao meu desempenho como deputado federal. Porque não serei candidato a deputado federal, e, sim, a governador. Então, as pessoas vão votar em mim pelo o que eu fiz como governador. Vão comparar o que foi feito nos meus sete anos, com o que foi feito nos sete anos que me sucederam. É por isso que vou receber a votação. Enquanto ao meu papel na Câmara, tem sido uma experiência extremamente positiva, de ser parlamentar e estar convivendo e é uma universidade política, e eu tô aprendendo muito. Agora, é preciso que a pessoa entenda que o deputado não é um executivo (Governo). Por exemplo, eu tô lutando para aprovar uma lei para reduzir a energia elétrica em 32%, mas isto é um processo lento, penoso, e é preciso muita persistência para conseguir isso. Quem diz que resolve tal coisa em uma semana, e que vai ter aprovação e tal em uma semana, não é assim que funciona.
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Essa é a primeira parte da entrevista exclusiva que o deputado federal Neudo Campos concedeu ao site ANN – Agência Norte Online.
A segunda parte da conversa será postada na próxima segunda-feira, 06.
No segundo momento, o ex-governador fala de sua aliança com o prefeito de Boa Vista, o que espera dele, e como tem visto o governo de Anchieta Júnior, a posição de Romero Jucá, que já esteve com ele no mesmo palanque, entre outros pontos interessantes.
Não perca!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Decisão da Raposa Serra do Sol causa divergências na Câmara

A decisão tomada ontem (19/03) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, provocou reações diversas entre
os deputados. O deputado federal Neudo Campos (PP/RR) discordou da demarcação contínua da reserva, mas se disse conformado com a decisão do STF. Para ele, o desafio agora é buscar uma solução para o problema dos arrozeiros da região. "Retirando as áreas ecológicas, os parques nacionais e as reservas indígenas, ainda temos muita terra. O que precisamos de verdade é que essa terra seja titulada, de tal forma que o produtor que ali se instalar seja o dono legítimo", defendeu. Já para Luciano Castro (PR-RR), a decisão do Supremo não reflete a opinião dos moradores do estado. Ele disse esperar que a retirada de não-índios da região aconteça de forma pacífica."Não havia um único político no Estado que concordasse com a demarcação em área contínua. Nem mesmo a maioria indígena que vive naquela área concorda com isso. Mas, de qualquer forma, a decisão será obedecida", disse o deputado, manifestando a expectativa de que essa retirada se dê de forma pacífica.
Para Eduardo Valverde (PT-RR), o Supremo tomou a decisão mais acertada, pois a demarcação contínua é a melhor forma de evitar conflitos entre os indígenas. "O que se buscou fazer é uma demarcação de maneira contínua, para que o espaço territorial de vivência desses povos não tivesse interrupção, pois isso acarretaria conflitos posteriores entre pessoas da mesma família", argumentou. Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luiz Couto (PT-PB) defende a idéia de que a terra é originalmente dos índios e a medida visa evitar conflitos. "Aquela terra pertence às comunidades indígenas e a situação tem que ser enfrentada porque o clima de violência ainda é muito grande", avaliou.
Retirada de não índios:
A decisão do Supremo - dos 11 ministros, 10 foram favoráveis à manutenção da demarcação contínua da reserva - confirmou a homologação assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. Na ocasião, foi demarcada a área da Reserva Serra do Sol em 1,7 milhão de hectares, o equivalente a 12 vezes o município de São Paulo. O território abriga 194 comunidades, com uma população de cerca de 19 mil índios, a maioria da etnia macuxi. Desde 2005, a demarcação da reserva vem sendo contestada, o que adiou a retirada dos não-índios da região, especialmente os produtores de arroz, que moram na área desde a década de 70. Um dos principais argumentos contrários à retirada dos arrozeiros é o possível prejuízo para a economia do Estado. Outro, é que a demarcação ameaçaria a soberania nacional, pois o Exército não teria o controle da área de fronteira com a Venezuela.
Além de decidir pela demarcação contínua, o Supremo aprovou a retirada imediata dos que ocupam a terrra, mas de forma supervisionada pelo relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, com apoio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O relator definirá a operacionalização da retirada dos não-índios. Foram aprovadas também sugestões apresentadas pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, como a proibição de exploração de recursos hídricos e potenciais energéticos e de pesquisa e exploração de recursos naturais sem autorização do Congresso Nacional; a proibição de garimpo pelos índios; a proibição de cobrança pelo trânsito na área da reserva; e a proibição de arrendamento das terras.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Neudo Campos alerta para preços justos na regularização de terras da Amazônia Legal

Audiência pública realizada dia 11 último na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional para discutir Medida Provisória 458/09 que entre outros temas, está a autorização de transferência sem licitação de terrenos da União, com até 1,5 mil hectares, na Amazônia Legal, a quem esteja em sua posse antes de dezembro de 2004.
O relator da MP, deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB-PA) anunciou que pretende mudar esse prazo, afim de não haver "um buraco negro" que atinja as pessoas que tenham chegado à região depois de 2004.
Durante a audiência o deputado federal Neudo Campos (PP/RR) alertou para a cobrança justa dos preços nas operações de regularização previstas pela MP 458/09, que devem segundo ele, ser coerentes com a renda da população da região. "As pessoas não terão condições de pagar um valor elevado. É preciso fazer uma distinção clara entre quem ocupa a terra há muito tempo daquelas pessoas que chegam para comprar aquela terra já de forma regularizada", afirmou.
Bentes disse que pretende adiar a apresentação de seu relatório preliminar, previsto para sexta-feira (13), para negociar a matéria com entidades representativas do tema. A decisão refere-se a um acordo com a Mesa Diretora e não influencia o sobreestamento da pauta pela MP, que ocorrerá a partir de 28 de março. A matéria é polêmica, envolve 61% do território nacional, recebeu 249 emendas. "Não podemos ser levianos e emitir parecer, fazer relatório às pressas, sem discutir mais com a sociedade", justificou.
GRUPO DE TRABALHO vai elaborar plano para aplicação da MP 458/09. Um grupo de trabalho será instalado pela Casa Civil com objetivo de estruturar um plano de aplicação da MP 458/09, conforme informou ontem (11/03/09) a secretária do Patrimônio da União, Alexandra Reschke, também presente na audiência na Comissão da Amazônia. Representantes da União e de órgãos estaduais da região amazônica relacionados à regularização fundiária comporão o grupo de trabalho.
"É preciso mais agilidade na identificação, demarcação e regularização das áreas", afirmou a secretária que destacou ainda a importância de uma "mudança de cultura" dos povos da região, que seria fortemente marcada pela relação privada e acumulação de áreas, principalmente áreas públicas, griladas ao longo de décadas.
Para aprofundar o tema e recolher subsídios para o parecer sobre a medida, a Agência Câmara de Notícias vai realizar um bate-papo pela internet com o deputado Asdrúbal Bentes na próxima terça-feira (17), a partir das 10h. Para participar, o internauta deve acessar o site http://www.agencia.camara.gov.br/ e clicar no ícone direito da página, (RB).

Biografia Neudo Campos

Neudo Ribeiro Campos
Nascimento: 01/09/1946
Profissões: Engenheiro Civil
Filiação: Antonio Ribeiro Campos e América Sarmento Ribeiro
Legislaturas: 2007-2011
Gabinete: 340, Anexo 4, Fone: 3215-534
Email: dep.neudocampos@camara.gov.br



Mandatos Eletivos:

Governador, 1995-1999, RR, PTB; Governador, 1999-2002, RR, PTB; Deputado Federal, 2007-2011, RR, PP. Dt. Posse: 01/02/2007.

Filiações Partidárias:

PRN, 1989-1993; PTB, 1994-1996; PPB, 1996-2000; PFL, 2000-2003; PP, 2003-.

Atividades Partidárias:

Presidente, Executiva Regional do PP, 2003.

Atividades Profissionais e Cargos Públicos:

Sócio Gerente, Neudo Campos Engenharia Ltda., Boa Vista, 1973-1994; Secretário, Governo de Roraima, RR, 2005-2006.

Estudos e Graus Universitários:

Engenharia Civil, Universidade Federal do Pará, Belém, PA, 1966-1970.

Atividades Parlamentares:

CÂMARA DOS DEPUTADOS: COMISSÕES PERMANENTES: Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional: Terceiro-Vice-Presidente, 26/3/2008-04/3/2009, Titular, 4/3/2008-02/2/2009, e Suplente, 14/2/2007-6/2/2008, 04/3/2009-; Defesa do Consumidor: Suplente, 4/3/2008-02/2/2009, Titular, 04/3/2009-; Minas e Energia: Segundo-Vice-Presidente, e Titular, 14/2/2007-6/2/2008. COMISSÕES ESPECIAIS: PL nº 630/03, Fontes Renováveis de Energia: Titular, 5/6/2008-; PL nº 1.921/99, Tarifa Social de Energia Elétrica: Suplente, 18/6/2007-; PL nº 1.610/96, Exploração de Recusos de Terras Indígenas: Suplente, 27/3/2008-.

Condecorações:

Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, Brasil; Ordem do Mérito Militar, concedido pelo Ministério do Exército, Brasil; Ordem do Mérito "Forte São Joaquim", concedido pelo Governo do Estado de Roraima, Brasil; Orden "Francisco de Miranda", Ministérios de Relaciones Exteriores", Caracas, Venezuela, 1995; Orden "Saman de Aragua" - Primera Clase, Governacion del Estado Aragua, Maracay, Venezuela, 1996; Orden "7 de Deciembre" Alcadia de Mathrin - Primera Clase.
Documento produzido em 12/03/2009 15:26 (SILEG - Módulo Deputados)

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Banco de Fotos

Deputado Neudo Campos com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Deputado Neudo Campos com o presidene do BNDES, Luciano Coutinho




Deputado Neudo Campos no Plenário da Câmara



Deputado Neudo Campos no Plenário da Câmara
Deputado Neudo Campos na Comissão da Amazônia.
Deputado Neudo Campos na Comissão da Amazônia






Deputado Neudo Campos na Comissão da Amazônia.



Deputado Neudo Campos fala no Plenário da Câmara sobre a greve dos policiais militares.



Deputado Neudo Campos na Convenção do Partido Progressista, na Câmara dos Deputados. Aconteceu dia 2 de abril de 2009.



Deputado Neudo Campos em pronunciamento no Plenário da Câmara.