O ex-governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho, foi sepultado no final da manhã de ontem, em Manaus, após várias homenagens prestadas por familiares, autoridades, políticos de todo o país e populares. Ele lutava contra um câncer de pulmão e desde o início do mês estava internado em um hospital da cidade, onde faleceu aos 81 anos.
Alguns políticos roraimenses, procurados pela Folha, foram unânimes ao afirmar que o país perde um líder das causas amazônicas com a morte de Mestrinho.
O deputado Neudo Campos (PP) lembrou que Gilberto Mestrinho começou muito cedo na política, sendo indicado ao cargo de prefeito de Manaus, no Amazonas, pelo então governador Plínio Ramos Coelho, e fez uma carreira meteórica. “Ele se notabilizou por ser eficiente, trabalhador e por ter se empenhado em boas ações em seu Estado”, comentou.
Ele disse que Mestrinho foi governador do Amazonas e que foi eleito deputado federal por Roraima, quando foi cassado pelo golpe de 1964. “Ele poderia ter sido eleito em qualquer Estado da região porque falava na rádio difusora do Amazonas e tinha uma incrível audiência em toda a Amazônia. Quando ele retornou ao Estado, se tornou imbatível. Foi governador três vezes, senador por duas vezes, prefeito e deputado federal”, citou.
Neudo disse que o Brasil perde um político legitimamente amazônida. “É lamentável para a população de toda a região”, ressaltou.
O prefeito Iradilson Sampaio (PSB) reforçou que o ex-governador foi um dos políticos que primeiro fizeram história na região e que apesar de muitas controvérsias, é uma figura histórica. “Existem contos com relação ao procedimento dele no período das eleições, como o sumiço de urnas que eram jogadas no rio. Ele foi deputado por Roraima na época do território e levantou bandeiras importantes com relação à região, defendia a caça do jacaré, até certo ponto o desmatamento, por que dizia que o cabloco não podia morrer dentro da floresta, sem explorar parcialmente seus recursos”, frisou.
Na opinião do prefeito, com o ingresso de Mestrinho no cenário nacional da política, começaram a ser discutidos com mais seriedade, sem paixões políticas, questões especificas da Amazônia e do desenvolvimento sustentável. “Ele fez tudo isso com experiência e propriedade”, ressaltou.
O governador Anchieta Júnior (PSDB) esteve presente à cerimônia que prestou as últimas homenagens a Gilberto Mestrinho e declarou à imprensa que ele foi ‘um grande líder da política não só da Amazônia, mas também do Brasil’. “Deixou para a Amazônia uma história de vitórias e realizações emplacadas por uma grande liderança”, afirmou.
Mestrinho começou a vida política como prefeito de Manaus, em 1956. Em 1959, foi eleito governador do Amazonas - cargo que ocupou até 1963. No ano seguinte, foi deputado federal por Roraima. Voltou ao Governo do Estado mais duas vezes, em 1983 e 1991. Em 1998, foi eleito para o Senado Federal, onde permaneceu por todo o mandato, até 2007.
Alguns políticos roraimenses, procurados pela Folha, foram unânimes ao afirmar que o país perde um líder das causas amazônicas com a morte de Mestrinho.
O deputado Neudo Campos (PP) lembrou que Gilberto Mestrinho começou muito cedo na política, sendo indicado ao cargo de prefeito de Manaus, no Amazonas, pelo então governador Plínio Ramos Coelho, e fez uma carreira meteórica. “Ele se notabilizou por ser eficiente, trabalhador e por ter se empenhado em boas ações em seu Estado”, comentou.
Ele disse que Mestrinho foi governador do Amazonas e que foi eleito deputado federal por Roraima, quando foi cassado pelo golpe de 1964. “Ele poderia ter sido eleito em qualquer Estado da região porque falava na rádio difusora do Amazonas e tinha uma incrível audiência em toda a Amazônia. Quando ele retornou ao Estado, se tornou imbatível. Foi governador três vezes, senador por duas vezes, prefeito e deputado federal”, citou.
Neudo disse que o Brasil perde um político legitimamente amazônida. “É lamentável para a população de toda a região”, ressaltou.
O prefeito Iradilson Sampaio (PSB) reforçou que o ex-governador foi um dos políticos que primeiro fizeram história na região e que apesar de muitas controvérsias, é uma figura histórica. “Existem contos com relação ao procedimento dele no período das eleições, como o sumiço de urnas que eram jogadas no rio. Ele foi deputado por Roraima na época do território e levantou bandeiras importantes com relação à região, defendia a caça do jacaré, até certo ponto o desmatamento, por que dizia que o cabloco não podia morrer dentro da floresta, sem explorar parcialmente seus recursos”, frisou.
Na opinião do prefeito, com o ingresso de Mestrinho no cenário nacional da política, começaram a ser discutidos com mais seriedade, sem paixões políticas, questões especificas da Amazônia e do desenvolvimento sustentável. “Ele fez tudo isso com experiência e propriedade”, ressaltou.
O governador Anchieta Júnior (PSDB) esteve presente à cerimônia que prestou as últimas homenagens a Gilberto Mestrinho e declarou à imprensa que ele foi ‘um grande líder da política não só da Amazônia, mas também do Brasil’. “Deixou para a Amazônia uma história de vitórias e realizações emplacadas por uma grande liderança”, afirmou.
Mestrinho começou a vida política como prefeito de Manaus, em 1956. Em 1959, foi eleito governador do Amazonas - cargo que ocupou até 1963. No ano seguinte, foi deputado federal por Roraima. Voltou ao Governo do Estado mais duas vezes, em 1983 e 1991. Em 1998, foi eleito para o Senado Federal, onde permaneceu por todo o mandato, até 2007.


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