A entrada plena da Venezuela ao Mercosul, aprovada há três anos, continuará à espera de melhores momentos políticos, pois sua ratificação está travada nos congressos de Brasil e Paraguai, em meio a críticas ao governo Hugo Chávez.
O líder venezuelano assistirá esta semana em Assunção a uma nova cúpula do bloco sem ter conseguido a ratificação parlamentar necessária de Brasil e Paraguai, mas mesmo assim contando com o respaldo total dos Governos dos dois países.
O Congresso paraguaio nem sequer debateu sua entrada, porque "não conta com os votos necessários", declarou à agência EFE o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Assuntos Internacionais do Senado, o governista Alberto Grillón.
O senador comentou que grande parte dos grupos parlamentares da Câmara Alta se opõe à entrada da Venezuela, e que a mesma situação acontece entre os deputados.
No Congresso paraguaio se repetem as críticas e acusações da oposição contra o "autoritarismo" do Governo Chávez.
O pedido de adesão da Venezuela ao Mercosul foi aprovado em meados de 2006 pelos Governos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com uma perspectiva de que iria se concretizar em um espaço de nove meses, mas até agora só foi ratificado pelos Parlamentos uruguaio e argentino.
Enquanto no Paraguai o tema não chegou a ser tratado, o trâmite caminhou lentamente por diversas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado do Brasil, onde ocorreram diversos e acalorados debates.
No Congresso, a oposição tratou de lançar dúvidas sobre as garantias democráticas do Governo venezuelano.
Chávez chegou a acusar o Senado brasileiro de adiar o trâmite seguindo "instruções de Washington", e deu um ultimato em 2007 para que ocorresse a votação.
Apesar das fortes declarações de Chávez, o projeto continuou seu lento trânsito pelos órgãos legislativos brasileiros e só recebeu o sinal verde da Câmara dos Deputados em dezembro de 2008, com 256 votos a favor, 61 contra e seis abstenções.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado acaba de concluir os debates e determinou que se submeta a votação no plenário, no qual os partidos governistas e da oposição estão muito equilibrados.
Em julho de 2007, Chávez lançou um ultimato aos congressos de Brasil e Paraguai para que ratificassem a entrada da Venezuela no Mercosul em um prazo máximo de três meses ou, caso contrário, Caracas retiraria a solicitação, o que acabou não acontecendo.
Em declarações posteriores, o líder venezuelano disse que seu Governo não está "desesperado" para entrar no Mercosul, bloco que criticou por sua suposta tendência capitalista.
Em maio passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, durante uma reunião com Chávez no Brasil, seu apoio à entrada plena da Venezuela ao Mercosul, e informou a aprovação do cronograma de liberação do comércio bilateral para acelerar esse processo.
Assim como o governante brasileiro, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, defendeu a entrada da Venezuela no bloco.
Lula disse então que a falta de acordos sobre tarifas, que a Venezuela tem de negociar separadamente com cada um dos membros do Mercosul, era um dos motivos que freava a aprovação no Congresso do protocolo de adesão.
Na Argentina, a entrada venezuelana no bloco gerou críticas das câmaras de empresários, que pediram ao Parlamento sua recusa à adesão em função das políticas de nacionalização impulsionadas por Chávez.
Em maio passado, o presidente venezuelano anunciou a estatização de três empresas com participação do grupo argentino Techint.
No entanto, o ex-presidente Néstor Kirchner defendeu a Venezuela e declarou que a política de Chávez "não pode ser resolvida pelo caminho da exclusão, mas pelo caminho da racionalidade".
O líder venezuelano assistirá esta semana em Assunção a uma nova cúpula do bloco sem ter conseguido a ratificação parlamentar necessária de Brasil e Paraguai, mas mesmo assim contando com o respaldo total dos Governos dos dois países.
O Congresso paraguaio nem sequer debateu sua entrada, porque "não conta com os votos necessários", declarou à agência EFE o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Assuntos Internacionais do Senado, o governista Alberto Grillón.
O senador comentou que grande parte dos grupos parlamentares da Câmara Alta se opõe à entrada da Venezuela, e que a mesma situação acontece entre os deputados.
No Congresso paraguaio se repetem as críticas e acusações da oposição contra o "autoritarismo" do Governo Chávez.
O pedido de adesão da Venezuela ao Mercosul foi aprovado em meados de 2006 pelos Governos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com uma perspectiva de que iria se concretizar em um espaço de nove meses, mas até agora só foi ratificado pelos Parlamentos uruguaio e argentino.
Enquanto no Paraguai o tema não chegou a ser tratado, o trâmite caminhou lentamente por diversas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado do Brasil, onde ocorreram diversos e acalorados debates.
No Congresso, a oposição tratou de lançar dúvidas sobre as garantias democráticas do Governo venezuelano.
Chávez chegou a acusar o Senado brasileiro de adiar o trâmite seguindo "instruções de Washington", e deu um ultimato em 2007 para que ocorresse a votação.
Apesar das fortes declarações de Chávez, o projeto continuou seu lento trânsito pelos órgãos legislativos brasileiros e só recebeu o sinal verde da Câmara dos Deputados em dezembro de 2008, com 256 votos a favor, 61 contra e seis abstenções.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado acaba de concluir os debates e determinou que se submeta a votação no plenário, no qual os partidos governistas e da oposição estão muito equilibrados.
Em julho de 2007, Chávez lançou um ultimato aos congressos de Brasil e Paraguai para que ratificassem a entrada da Venezuela no Mercosul em um prazo máximo de três meses ou, caso contrário, Caracas retiraria a solicitação, o que acabou não acontecendo.
Em declarações posteriores, o líder venezuelano disse que seu Governo não está "desesperado" para entrar no Mercosul, bloco que criticou por sua suposta tendência capitalista.
Em maio passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, durante uma reunião com Chávez no Brasil, seu apoio à entrada plena da Venezuela ao Mercosul, e informou a aprovação do cronograma de liberação do comércio bilateral para acelerar esse processo.
Assim como o governante brasileiro, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, defendeu a entrada da Venezuela no bloco.
Lula disse então que a falta de acordos sobre tarifas, que a Venezuela tem de negociar separadamente com cada um dos membros do Mercosul, era um dos motivos que freava a aprovação no Congresso do protocolo de adesão.
Na Argentina, a entrada venezuelana no bloco gerou críticas das câmaras de empresários, que pediram ao Parlamento sua recusa à adesão em função das políticas de nacionalização impulsionadas por Chávez.
Em maio passado, o presidente venezuelano anunciou a estatização de três empresas com participação do grupo argentino Techint.
No entanto, o ex-presidente Néstor Kirchner defendeu a Venezuela e declarou que a política de Chávez "não pode ser resolvida pelo caminho da exclusão, mas pelo caminho da racionalidade".


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